O vidro é um elemento amplamente utilizado na arquitetura. A chamada arquitetura de vidro vem ganhando força nas últimas décadas. Os edifícios com fachadas inteiramente de vidro, comuns em meios corporativos, tornaram-se famosos nas grandes cidades do país. Mas, muitos questionam a capacidade térmica dessas construções e a eficiência energética da mesma. Afinal, é possível construir um prédio com uma fachada inteiramente envidraçada e ainda assim obter conforto térmico ideal?

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Antes, quando haviam poucas opções de vidros no mercado, as edificações com esse tipo de fachada eram sinônimo de preocupação. Muitos questionavam o conforto térmico proporcionado por elas e a sua eficiência energética. Com o surgimento de novas tecnologias foi possível produzir diferentes tipos de vidros, que hoje contradizem essa ideia de que todo prédio envidraçado é sinônimo de gasto de energia. Mas apesar da nova gama de possibilidades na indústria do vidro, uma coisa é fato: as fachadas envidraçadas necessitam muito planejamento e cuidado para evitar que os edifícios se transformem em grandes estufas consumidoras de energia. É necessário considerar o bioclima do local e simular a incidência solar.

As novas opções no mercado como os vidros low-e (low emissivity glass), os vidros insulados e os serigrafados permitem novas possibilidades para tornar os edifícios mais eficientes em termos energéticos. O vidro low-e, foi inicialmente criado para atender às necessidades de países com clima frio, onde era preciso um aquecimento no interior da edificação. Para ser usado em países com clima quente, o low-e foi adaptado e agora possui uma camada que permite a passagem de luz (transmissão luminosa de 70% a 80%) e ao mesmo tempo reflete parte da radiação solar (entre 8% e 10%), principalmente as radiações de infravermelho.

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Edifício triple A JK 1600

Já o vidro insulado é um eficiente isolante do fluxo de calor por condução. Ele é composto por duas ou mais camadas, separadas entre elas por câmaras de ar, que atuam como isolantes e reduzem a transmissão de calor do meio externo para o interno. Para melhorar ainda mais a eficiência do vidro insulado, é possível utilizar um vidro refletivo na parte externa, dessa maneira além de um bom controle solar, o vidro manterá uma alta transmissão luminosa.

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Por último, mas não menos importante, temos o vidro serigrafado, ainda pouco explorado nos projetos arquitetônicos no território nacional. Produzidos a partir da aplicação de um composto cerâmico pigmentado em sua superfície, esse tipo de vidro pode ser encontrado com diferentes padrões e desenhos, e prometem reduzir a absorção solar, permitir a passagem do sol e ainda possibilitam mais segurança aos pássaros, já que são mais visíveis na paisagem.

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Centro de Aprendizagem da Universidade de Ryerson

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Detalhe do vidro serigrafado

Fonte texto: ArcoWeb  Au.pini  Au.pini Archdaily

Fonte imagens: Archdaily  AeCWeb  Glassecviracon  Au.pini Engenharia Civil