Todos que conhecem estudantes de arquitetura já perceberam que fazer maquetes faz parte do cotidiano do curso. A maquete é considerada um instrumento de criação fundamental para estimular a criatividade e para a concepção de projetos. E não são apenas os estudantes que trabalham com essa ferramenta diariamente. Mesmo com toda a tecnologia que temos acesso hoje, muitos arquitetos não abrem mão das maquetes manuais no processo de criação. Mas, afinal, qual é a importância delas na concepção de projetos?

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A maquete sempre foi um instrumento importante para a compreensão de um projeto. É uma extensão do desenho técnico que nos permite ter noção de escala, volumetria e estética também. Afinal, é uma representação da realidade, ou pelo menos da realidade que imaginamos. Apesar da existência de programas de modelagem 3D, que para alguns facilitam a representação e criação de volumetrias, para outros a maquete manual ainda é indispensável. E o uso desse instrumento vai além do que a simples representação espacial de um projeto. Ela muitas vezes é utilizada no próprio processo de criação através das maquetes conceituais e de idealização.

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Maquetes conceituais são aquelas que estão representando um conceito. É algo a ser feito de maneira mais intuitiva, sem pensar muito em escala ou na qualidade do material. Ela ajuda nesse processo de criação do projeto, e ajuda a estimular a criatividade. Esse tipo de ferramenta vem antes mesmo de sabermos quantas janelas terá o projeto, ou quantos andares serão necessários. É uma etapa inicial, mais livre para explorar as ideias e transmitir espacialmente aquilo que você está imaginando.

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Um exemplo de arquiteto que utiliza bastante esse tipo de instrumento na concepção de projetos é o Paulo Mendes da Rocha, que já escreveu até um livro falando sobre o assunto. Trata-se do que ele chama de maquetes de papel, que segundo o mesmo “São maquetes feitas em solidão, para ninguém ver… Não se trata de maquete que é feita para ser exibida, eventualmente, vender ideias. É a maquete como croqui. A maquete em solidão. Não é para ser mostrada a ninguém. A maquete que se faz como um ensaio daquilo que está imaginando”.

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Enfim, fazer uma maquete pode ter o intuito de ajudar a pensar no projeto, assim como mostrá-lo já pronto, para que todos tenham uma melhor noção do que você imaginou. Há quem defenda somente o uso de modelos 3D que são mais rápidos de fazer e com mais detalhes, mas e você o que acha? Prefere maquetes físicas ou modelos virtuais? Deixe seu comentário!

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