Você já se pegou pensando em como ser um bom profissional? Se está na carreira certa ou não? E o que fazer para melhorar?

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Toda profissão possui os dois lados da moeda, os dois poderes mágicos para ser bem-sucedido não só na arquitetura, mas em qualquer área da vida também.

Sabe porque é importante pensar neles como dois lados da moeda? Porque você precisa dos dois. Um não funciona sem o outro. Sem essas habilidades, não se chega a lugar algum. Quando eu te contar, vai parecer simples, mas, como disse Khalil Gibran:

“O último degrau da sabedoria é a simplicidade”.

Então, leia a reflita nisso para a sua vida, ok?!


Lado 1 – A Habilidade de Começar

Todo mundo que já venceu em qualquer coisa da vida, um dia saiu do treino para entrar em campo. Resolveu que era hora de agir e enfrentar o medo do fracasso e não estamos falando aqui de se preparar, ler, estudar, fazer muitos e muitos cursos diferentes. Isso é bastante importante. Mas tem pessoas que usam a preparação como desculpa para não agir.

E, mais uma vez,  a culpa aqui não é sua. Você foi criado para aprender que só pessoas muito especiais vencem na vida. Que isso é coisa para poucos e que não devemos ter muitas expectativas, para não sofrermos. Ou seja, para te proteger, foi ensinado a você que não dava pra ser o astronauta, a bailarina ou que quer que você sonhou um dia. Isso é natural porque repassamos aquilo que aprendemos e vira um círculo vicioso.

Quem trabalha com o fator de criatividade, vê isso o tempo todo. As pessoas são ensinadas a pensar igual e isso as bloqueiaEu não estou dizendo aqui que você não precisa se preparar. Estou dizendo que o perfeccionismo às vezes te faz ficar parado.

É impressionante. Muita coisa mudou na vida quando entendi que feito é melhor que perfeito. E, quando decidimos fazer, acabamos descobrindo que só de fazermos e nos esforçarmos já se produz excelentes resultados.

As pessoas esperam pelo momento 100% perfeito e isso não existe. Você já viu algum grande empreendedor dizer que esperou, esperou, esperou, esperou e, de repente viu alguma oportunidade fabulosa, entrou em campo e venceu? Claro que não.

Esse senso de perfeccionismo é irmão da procrastinação. Ambos tem o mesmo resultado. Isso sem falar na baixa autoestima que é um problema imenso na humanidade hoje. Você não se julga suficientemente capaz para ir lá e vencer. E, muitas vezes, o cara que vai lá e vence era uma pessoa muito menos capaz, mas sem medo e com a habilidade de começar. Lembre-se que amanhã é nunca.

Lado 2 – A Habilidade de Continuar


Você faz milhares de sonhos e pensa no resultado final daquela ação. Toma a atitude de agir e, de repente, nada!! Seus resultados são ruins, tem poucos clientes, as contas apertam e uma série de outras coisas. “Poxa, mas eu tomei a atitude de fazer! Fui lá e criei coragem”. Pois é, mas vencer é um processo. E isso exige determinação. Um grande erro é começar e parar, começar e parar, começar e parar. Quando se percebe, tentou 20 coisas diferentes e começa a se dizer que não tem sorte ou competência.

Claro que pode acontecer de você querer mudar de área. É normal. Por isso devemos olhar para o coração e entender a nós mesmo e pensar onde queremos chegar. Mas nós nos esquecemos de pensar nos marcos intermediários. Esquecemos que a caminhada é longa e até lá tem várias pequenas vitórias. Você já viu aquela imagem do sujeito desistindo depois de ter cavado um grande túnel que quase chegou onde queria?

Pois é. Você precisa desenvolver essa habilidade de atravessar os desertos e continuar. Uma hora ele acaba. Sabe qual a ÚNICA maneira 100% garantida de fracasso? DESISTIR.

O importante é mirar longe, mas sabendo dos pequenos marcos e ir fazendo ajustes no caminho. FOCO e DETERMINAÇÃO. É possível falar horas sobre isso mas é bom que você mesmo reflita sobre o assunto.

Até porque tudo que é muito simples demora para ser apreendido por nós. Nós gostamos de soluções complexas. Não gostamos de acreditar em verdades tão claras.

Ou seja, o que é preciso fazer? Parar, pensar, refletir e agir!

Agora, volte e leia o texto novamente, vale a pena para fixar as ideias.

Texto de Bruno Capanema.